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Rua Mariano Garcia Gonzalez

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Rua Pires do Rio

Distrito: Mooca

Subprefeitura: Mooca

Localização: Começa na Rua Bresser e termina na Rua Dr. Fomm.

História da rua

Mariano Garcia Gonzalez nasceu da cidade de Madrid – Espanha, filho de Felix Garcia Sanchez e Josefa Gonzalez Leal. Chegou ao Brasil em setembro de 1953, depois de 18 dias de uma cansativa viagem entre dois continentes, desembarcou no porto de Santos e em seguida partiu rumo a cidade de São Paulo, se apaixonou e escolheu a capital, em especial a região da Mooca, para fixar residência e constituir família.  

Era casado com a Sra. Carmem Bartolome Gastey, com quem teve 2 filhos Jóse Mariano e Maria Júlia. O primeiro e único registro de emprego do Sr. Marino foi na empresa Oxigênio do Brasil S/A, onde trabalhou por 35 anos até sua aposentadoria. O homenageado faleceu no dia 22 de janeiro de 2001, com 73 anos de idade. 

Observações históricas

O Dr. José Pires do Rio nasceu em Guaratinguetá, Estado de São Paulo, em 26 de novembro de 1880. Iniciou os preparatórios no Ginásio São Joaquim e terminou no Curso Anexo à Faculdade de Direito de São Paulo. Ainda muito moço, com 16 anos, matriculou-se na famosa Escola de Minas, de Ouro Preto, onde, em 1903, recebeu o grau de Engenheiro Civil e de Minas. Fizera esse curso com tão notável brilho que a Congregação lhe conferiu a recompensa máxima, o prêmio de viagem à Europa, onde aproveitou excelentemente, o que ficou comprovado no belo relatório que apresentou das observações colhidas no estrangeiro. Apesar dos esforços intelectuais despendidos nas suas aulas da Escola de Minas, ainda achou tempo para satisfazer sua curiosidade científica, matriculando-se simultaneamente, durante os últimos anos de engenharia, na Escola de Farmácia, onde também se formou. Formado, trabalhou na antiga comissão das Obras do Porto do Rio de Janeiro, e durante os anos de 1906 a 1910 a sua competência, desde logo evidente, foi realçada em importantes comissões de estudos na Argentina, na Europa e na América do Norte. Voltando ao Brasil, teve uma comissão no porto e na barra do Rio Grande do Sul, posto que deixou para dirigir por largo espaço de tempo (1911-1914), um dos Distritos da Inspetoria de Obras contra as secas. Nesse lugar o seu espírito investigador e clarividente pode encontrar elementos preciosos a respeito do assunto. Regressando dessa comissão, Pires do Rio teve outra na Estrada de Ferro Central do Brasil, tendo ido então ao Rio Grande do Sul estudar a questão do carvão nacional de que fez estudos especiais. Em 1916 dirigiu novamente a sua atenção para a situação do Nordeste como inspetor técnico das obras novas contra as secas. Em 1918 foi ao Amazonas inspecionar as Estradas de Ferro Madeira e Mamoré, e Alcobaça e Praia da Rainha. Acerca desta, publicou longo artigo profundamente pensado no "Jornal do Comércio". Na volta, inspecionou a Estrada de Ferro São Luiz a Caxias e Central do Rio Grande do Norte. Firmou assim os seus créditos de abalizado especialista em assuntos ferroviários. Foi nomeado inspetor federal das estradas, e depois para o alto posto de ministro da viação. Esteve na Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos da América do Norte, visitou o Rio da Prata e o Canal de Panamá, e foi lente catedrático de Hidráulica da Escola Politécnica da Bahia, onde lecionou de 1912 a 1914. Ingressou no Partido Republicano e foi eleito deputado federal por São Paulo e exerceu o cargo de prefeito de São Paulo. Nestas últimas funções, onde esteve de 1925 a 1930, se demonstrou administrador capaz para grande plano de remodelação da cidade. Com a vitória da Revolução de outubro de 1930, afastou-se da política, não negando a colaborar com o governo, fazendo parte de comissões entre os quais o Conselho Nacional de Águas de Energia. Contribuiu com pareceres, votos, conferências, discursos e livros, entre os quais, que foi publicado, em 1916, ocasião da primeira guerra mundial intitulado "O combustível na Economia Universal", em que estudou os mais altos problemas do mundo moderno, sob a base da Geografia e da Geologia. Outra de envergadura foi "Realidades econômicas do Brasil", na qual demonstrou os profundos conhecimentos que tinha da realidade nacional. Publicou dois trabalhos de valor: "A moeda brasileira e o seu permanente caráter fiduciário" e "O nosso problema siderúrgico". Ocupou a pasta da Fazenda no Governo de José Linhares. Prestou colaboração no "Jornal do Brasil", onde foi diretor-secretário e diretor tesoureiro. Faleceu na Capital da Índia, Nova Delhi, em 23 de julho de 1950.

Nome oficializado pelo Ato nº 1.777, de 26 de junho de 1922.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

LEI nº 17.899

2023-01-11

Lei nº 17.899, de 11 de janeiro de 2023 (Processo SEI nº 6010.2022/0001058-1) Art. 1º Fica alterada a denominação da Rua Pires do Rio para Rua Mariano Garcia Gonzalez. Projeto de Lei nº 132/2022, do vereador Gilson Barreto. Legislações anteriores: ATO 1.777 de 26 de junho de 1922, trata da oficialização da Rua Pires do Rio. Decreto nº 15.635 de 17 de janeiro de 1979, confirma legislação anterior.

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