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Rua São Mateus

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Rua F

Distrito: Santo Amaro

Subprefeitura: Santo Amaro

Localização: Começa na Rua Marechal Deodoro e termina na Rua Capitão Otavio Machado

História da rua

São Mateus – apóstolo e evangelista. “Filho de Alfeu”, chamava-se também Levi, pelo costume que tinham os hebreus de muitas vezes ter um segundo nome.

Mateus, coletor de impostos, apóstolo e evangelista: foge do dinheiro para um serviço de perfeita pobreza: a proclamação da mensagem cristã. O evangelho a ele atribuído nos fala mais amplamente que os outros três do uso certo do dinheiro: “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros nos céus”. “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Foi Judas, porém, e não Mateus que teve o encargo de caixa da pequena comunidade apostólica. Mateus deixa o dinheiro para seguir o Mestre, enquanto Judas o trai por trinta dinheiros. Quando falam do episódio do coletor de impostos chamado a seguir Jesus, os outros evangelistas, Marcos e Lucas, falam de Levi. Mateus ao contrário prefere denominar-se com o nome mais conhecido de Mateus e usa o apelido de publicano, que soa como usurário ou avarento, “para demonstrar aos leitores — observa são Jerônimo — que ninguém deve desesperar da salvação, se houver conversão para vida melhor”. Mateus, o rico coletor, respondeu ao chamado do Mestre com entusiasmo. No seu evangelho ele esconde humildemente este alegre particular, mas a informação foi divulgada por Lucas: “Levi preparou ao Mestre uma grande festa na própria casa; numerosa multidão de publicanos e outra gente sentavam-se à mesa com eles”. Depois, no silêncio e com discrição, livrou-se do dinheiro, fazendo o bem. É dele de fato que nos refere a ad-moestação do Mestre: “Quando deres esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita, para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará”.

Após o episódio do chamado, o evangelho lembra Mateus uma única vez, falando da eleição dos apóstolos. Da atividade de Mateus após o Pentecostes, conhecemos somente as admiráveis páginas do seu evangelho, dirigido particularmente aos judeus e que é caracterizado por cinco grandes discursos de Jesus sobre o reino de Deus. Foi escrito com toda a certeza antes da destruição de Jerusalém, ocorrida no ano 70. Uma tradição antiga recorda que Mateus, como chefe missionário, não teria comparecido diante dos juízes para dar testemunho. Outras fontes, ao invés, menos verídicas, difundem-se na narração dos sofrimentos e do martírio de Mateus, apedrejado, queimado e decapitado na Etiópia, de onde as relíquias do santo teriam sido transportadas, primeiro para Paestum, no Golfo de Salerno, e no século X para Salerno, onde até hoje são honradas.

Extraído do livro: Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

Observações históricas

São Mateus é nome de santo católico, comemorado em 21 de setembro e também é nome de povoação paulista pertencente ao município de Caconde. Foi patrono dos funcionários públicos e apóstolo.

Logradouro oficializado através do Decreto nº 10.493, de 15 de maio de 1973.
Processo administrativo nº 2622/46.
Via oficial pela Lei nº 4663/55.
Nome anterior do logradouro: prolongamento da Rua São Mateus e Rua F.
CadLog: 13.676-0.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

DECRETO nº 10.493

1973-05-15

Via oficial pela Lei nº 4663/55; Proposta pelo Memorando nº 3527/72. O Decreto nº 15.635, de 17 de janeiro de 1979 que institui a lista de denominações oficiais do município confirmou esta denominação com atualização da grafia. Int: Eduardo de Oliveira Adams.

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