Sobre o logradouro
Nome anterior: Travessa 1
Distrito: Perdizes
Subprefeitura: Lapa
Localização: Começa na Rua Cayowaa e termina na Praça dos Inconfidentes.
História da rua
Esta rua foi começou a ser aberta a partir de 1912 pela loteadora do bairro, a Companhia Urbana e Predial e, inicialmente, foi identificada como “Travessa 1” e por “Luz do Mediterrâneo” (trecho), sendo oficialmente denominada como Rua Venancio Aires do Ato nº 1.382 de 25/11/1919 e posteriormente pela Lei nº 3.441 de 23/12/1929.
Venâncio de Oliveira Aires foi um importante jornalista e advogado brasileiro e o precursor das ideias republicanas e abolicionistas. Nasceu em Itapetininga no Estado de São Paulo em 12 de novembro de 1841, filho de Salvador de Oliveira Ayres e de Anna Vieira Ayres, ambos descendentes em linha reta dos fundadores da sua cidade natal. Formou-se advogado em 1868, pela Faculdade de Direito de São Paulo e retornou para Itapetininga, instalando um escritório de advocacia, tornando-se um dos seus mais destacados profissionais. Apesar do Direito fazer parte de sua formação, começou a se interessar pelo jornalismo e escreveu diversos artigos. Com o jornalista Moreira da Silva, fundou o primeiro jornal de Itapetininga, em 1873, intitulado de “O Município”. Nesta época, começou se interessar ativamente pelas questões políticas da sociedade, entre elas, se posicionando veemente contra a escravidão. Em 1871, foi eleito deputado estadual por São Paulo no período provincial, já defendendo ideias abolicionistas.Mais tarde, após seu mandato, veio morar no Rio Grande do Sul, por influências republicanas, que já se destacavam no Estado desde a Revolução Farroupilha. Foi um dos fundadores do Partido Republicano Rio-grandense, em 23 de fevereiro de 1882. Além disso, foi o primeiro redator-chefe do jornal do partido, “A Federação”, que fez editar seu primeiro número em janeiro de 1884. As ideias de Venâncio fizeram com que o partido recebesse acentuada influência positivista, caracterizando-se pela valorização da ordem social, a preocupação com a segurança do Estado e do indivíduo para a obtenção do bem público e a consciência de serem portadores de uma missão social de "regenerar a sociedade". Mais tarde foi morar em Santo Ângelo, participando ativamente da vida política do município, sendo vereador de 1881 até a sua morte. Suas teses foram sustentadas por seus discípulos como Júlio Prates de Castilhos, Pinheiro Machado e Ramiro Barcelos. Venâncio Aires morreu em Santo Ângelo, no dia 19 de outubro de 1885, aos 43 anos. Em sua homenagem foi denominada a cidade de Venâncio Aires, nome esse que foi dado pelos republicanos rio-grandenses em sua homenagem por ser um advogado abolicionista e jornalista precursor das ideias republicanas.
Observações históricas
Venâncio Aires de Oliveira nasceu em Itapetininga, São Paulo, em 1847. Jornalista, bacharel em ciências jurídicas e sociais. Foi deputado à Assembleia Provincial de São Paulo, vereador da Câmara de Cruz Alta, Rio Grande do Sul e presidente de S. Ângelo. Deixou as seguintes obras, Catequese e Civilização dos Índios do Rio Grande, História Política do Partido Municipal, Cruz Alta e Descentralização. Faleceu no ano de 1885.
Logradouro oficializado através do ATO Nº 1.382, de 25 de novembro de 1919.
A Lei nº 3.441 de 23 de dezembro de 1929, trata do prolongamento natural da via.
Nome anterior do logradouro: conhecido por Travessa 1 e Luz do Mediterrâneo (trecho).
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
ATO nº 1.382
1919-11-25
ATO n° 972, de 24 de agosto de 1916 - oficializa todos os logradouros constantes da Planta da cidade de São Paulo de 1916 (levantamento realizado na época pela Diretoria de Obras e Viação da Prefeitura). A Lei nº 3.441 de 23 de dezembro de 1929, trata do prolongamento natural da via. Decreto-lei nº 396, de 11 de fevereiro de 1947 - Oficialização e denominação. Nome declarado oficial pela Lei nº 4.371, de 17 de abril de 1953 por constar em planta de levantamento fiscal anexa a este ato. Presente na planta da cidade produzida para a prefeitura em 1954 a partir de levantamento aerofotogramétrico (REF. VASP CRUZEIRO). O Decreto nº 15.635, de 17 de janeiro de 1979 que institui a lista de denominações oficiais do município confirmou esta denominação com atualização da grafia. Processos nºs 69.498/1937, 76.616/1937 e 19.918/1943, 303.660/1959. Int: Cia Urbana Predial S/A.
