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Rua Visconde de Aguiar Toledo

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Distrito: Campo Belo

Subprefeitura: Santo Amaro

Localização: Começa na Av. Washington Luís e termina na Rua Unapitinga - Vila Congonhas - Campo Belo.

História da rua

José de Aguiar Toledo, Visconde de Aguiar Toledo, nasceu na fazenda Formigas, em Bananal, no dia 13/06/1823, filho único do tenente-coronel Francisco de Aguiar Valim e de Maria Ribeiro Barbosa. Chefe do Partido Conservador em Bananal e tenente-coronel da Guarda Nacional, foi eleito deputado geral à Assembleia Geral do Império, na legislatura 1861-1864. Como deputado geral, apresentou um projeto à Assembleia Geral do Império, no dia 15/04/1874, propondo a construção de uma "Estrada de Ferro do Bananal a Mangaratiba". Foi proprietário das fazendas Bela Vista, Saudade, Rio Manso, Bom Retiro, Campinho, União e Barra do Turvo. Suas terras mediam 750 alqueires, com 720 mil pés de café, cultivados por 450 escravos. O café produzido em suas fazendas era transportado para o porto de Angra dos Reis e de lá, em navios, para sua casa comercial no Rio de Janeiro, situada na rua dos Pescadores, em sociedade com o francês Wesley. Em sua fazenda Bela Vista, Aguiar Toledo criava cavalos franceses da raça Voltigeur e carneiros de matrizes inglesas. Além das fazendas no município do Bananal, possuía outras propriedades nos municípios fluminenses de Barra Mansa, Resende e Rio Claro. Em 1878, foi um dos signatários do Manifesto dos Fazendeiros do Bananal, solicitando ao Governo Imperial a fixação de uma data para a abolição definitiva da escravidão no Brasil. Realizou diversas viagens à Europa, iniciando a criação do gado leiteiro no Bananal e concorrendo a diversas exposições agrícolas no Brasil e na Europa. Comendador da Ordem de Cristo e da Imperial Ordem da Rosa, foi agraciado pelo Imperador Dom Pedro II, no dia 2204/1854, com o título de Barão de Bela Vista e pela Princesa Isabel, no dia 13/07/1877, com o título de Visconde de Aguiar Toledo. Casou-se pela primeira vez em 1853, com Maria Guilhermina Pacheco (Baronesa de Bela Vista), filha do Desembargador Antonio Joaquim José Pacheco e de Guilhermina Domenich Pacheco. Ficou famoso em todo o Rio de Janeiro do Segundo Reinado, o salão dos Barões de Bela Vista, situado em suntuoso palacete na rua do Conde (hoje, Frei Caneca), frequentado por toda a sociedade da Corte. Com a Baronesa de Bela Vista, teve os seguintes filhos: Maria Guilhermina, casada com o Dr. Ernesto Júlio Bandeira de Mello; Cecília, casada com o Conselheiro Bento Luiz de Oliveira Lisboa; América Brasília, casada com Luciano José de Almeida Valim, Barão de Almeida Valim. A Baronesa de Bela Vista faleceu no Rio de Janeiro, no dia 02/07/1865, aos 32 anos de idade, sendo sepultada no Cemitério de São João Batista. O Barão de Bela Vista casou-se pela segunda vez com Maria Magdalena Hesse (Viscondessa de Aguiar Toledo), nascida no Rio de Janeiro, em 1862, com quem teve os filhos: José de Aguiar Toledo e Rodolfo de Aguiar Toledo. O Visconde de Aguiar Toledo faleceu em Bananal, no dia 14/08/1898 e foi sepultado no Cemitério da Santa Casa de Misericórdia daquela cidade, e a Viscondessa faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 04/06/1912, sendo sepultada no Cemitério de São João Batista.

Fonte: O Visconde de Aguiar Toledo, por José Luiz Pasin. In: http://www.valedoparaiba.com/enciclopedia/verbetes/t/baraobelavista.htm
Colaboração de Tatiana Mattos através do site www.dicionarioderuas.com.br

Esta rua foi registrada na Prefeitura no ano de 1949 através do Processo nº 1.363; posteriormente, ela foi oficializada através da Lei nº 4.663 de 03 de maio de 1955.
O Decreto nº 34.049, de 1994 estende o logradouro em questão.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

LEI nº 4.663

1955-05-03

O Decreto nº 34.049, de 1994 estende o logradouro em questão.

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