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Rua Viscondessa da Cunha Bueno

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Rua H

Bairro: Chac. Nsa. Sra. Aparecida

Distrito: Freguesia do Ó

Subprefeitura: Freguesia / Brasilandia

Localização: Começa na Rua Silvado e termina na Rua Calixto de Almeida.

História da rua

Tereza Cristina Aguirre de Campos, Viscondessa da Cunha Bueno, nasceu em Piracicaba, em 25 de outubro de 1865. Casada com o Visconde da Cunha Bueno, integrou-se nas atividades múltiplas do grande agricultor e prestigioso político em São Carlos do Pinhal, onde foi residir. Nas suas fazendas, jamais deixou de haver o cuidado, a preocupação pelo bem dos que nelas trabalhavam que, muito antes de que as leis trabalhistas lá chegassem, da fazendeira mereciam e recebiam proteção e amparo. Eles e suas famílias, pois D. Terezinha como a chamavam na intimidade, ensinava, orientava e era também enfermeira, não descuidando ao mesmo tempo, dos seus deveres de dona de casa. Em sua residência recebia grandes políticos, pessoas influentes, e até o próprio Imperador D. Pedro II, em memorável visita. Foi então que, num gesto magnânimo, o grande Imperador concedeu especificamente a ela, o título de Viscondessa da Cunha Bueno, título que ela soube honrar e dignificar, durante toda a sua vida. Quando perdeu o esposo, não ficou a lamentar o bem perdido, pois compreendeu que, no mundo, há sempre alguém que precisa da gente. Não tendo filhos, olhou em volta de si e viu tantas mães enfermas, tantas crianças desvalidas, tanta miséria por este mundo. A esse tempo, 1908, o grande Clemente Ferreira, o pioneiro da tisiologia em São Paulo começava o seu grande trabalho de assistência aos tuberculosos, nos próprios lares, pois não havia hospitais para eles. Havia também, o problema dos filhos do doente, em constante perigo de contaminação, na convivência do lar miserável. Reuniu ele, então, um grupo de senhoras e lhes pede ajuda. A Viscondessa liderou o grupo, assumiu a direção, traçou normas de serviço, abraçou a causa. E assim nasceu a "Obra de Preservação dos Filhos de Tuberculosos Pobres". A princípio, eram poucas crianças que foram colocadas, após exame médico, em internatos na capital e em Santos mediante contribuições, mas logo se verificou que, nesses internatos, essas crianças eram consideradas doentes e, como tal, separadas. Era um novo problema agravando a situação delas, traumatizando-as. Saiu a Viscondessa - Presidente da Obra, à procura de "casa própria" para os seus pupilos, tão queridos. Achou, em Bragança, o que buscava: uma chácara de 8 alqueires, um casarão de velha fazenda, onde faltava tudo, mas, com a ajuda de Deus, haveriam de abrigar as crianças. Instalou-se o Sanatório de Preservação, denominado posteriormente de Sanatório Preventório Imaculada Conceição. Com o seu falecimento, desaparece a última Viscondessa do Império do Brasil. Faleceu em 20 de maio de 1944.

Fonte: Indicação nº 69 de 1947 - Assembléia Legislativa de São Paulo.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

LEI nº 3.864

1950-04-05

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