Sobre o logradouro
Nome anterior: Estrada Para Bragança (1881); Rua da Nova Freguesia de Sant Anna (1889); Conhecida Por Rua do Aterrado de Santana .
Distrito: Santana
Subprefeitura: Santana / Tucuruvi
Localização: Começa na Avenida Morvan Dias de Figueiredo, acesso Ponte das Bandeiras e termina na Avenida Santa Inês.
História da rua
Voluntários da Pátria. Conforme plantas e documentos municipais, esta rua era inicialmente conhecida como "Estrada para Bragança", e assim continuou até 1888, quando então passou a ter o nome oficial de Rua Voluntários da Pátria. Inicialmente esta denominação (Voluntários da Pátria) foi sugerida para uma rua no bairro do Braz, fato este que não se concretizou (Atas da Câmara de 23/04/1884). Quatro anos depois, a 20/03/1888, sugeriu-se que parte da atual Av. Tiradentes fosse denominada como Voluntários da Pátria, mas novamente esta indicação não prosperou. Finalmente, no dia 04/09/1888, os vereadores Silveira da Motta, João Augusto Garcia, Domingos Sertório, Francisco Antonio Pereira Borges e João Mendes da Silva fazem a seguinte indicação que é aprovada: "Indicamos que o prolongamento da rua do Commercio da Luz, desde a Ponte Grande até a subida do morro de Sant'Anna seja denominado rua dos Voluntários da Pátria". No ano seguinte, a 25/06/1889, a nova denominação é confirmada com a aprovação do seguinte parecer: “A Commissão encarregada de dar nomes ás ruas indica que a rua nova da freguezia de Sant'Anna a partir da Ponte Grande até a subida do Morro seja denominada rua dos Voluntarios da Patria". Posteriormente, pela Lei nº 1.799, de 07.07.1914 a Rua Voluntários da Pátria é prolongada até o Alto do Mandaqui. Em 1916, através do Ato nº 972 de 24 de agosto, reafirma-se a sua oficialização.
O nome deste logradouro é uma homenagem ao batalhão "Voluntários da Pátria" que prestou relevantes serviços ao Brasil durante a Guerra do Paraguai (1864-1870). Na ocasião o Exército Brasileiro não estava preparado para uma guerra, pois não dispunha de grandes recursos bélicos e não possuía um corpo militar numeroso e instruído. Por isso, o Imperador Dom Pedro II decidiu convocar os brasileiros (os Voluntários da Pátria) exaltando o sentimento patriótico. No dia 7 de janeiro de 1865 o Imperador, por meio do Decreto nº 3371, criou batalhões “para o serviço de guerra em circunstâncias extraordinárias com a denominação de Voluntarios da Patria”. A princípio, esses batalhões forneciam um reforço às esquadras brasileiras e, no início, o alistamento era facultativo. Porém, porém diante da gravidade do conflito, acabou sendo obrigatório. Para tornar esse movimento de voluntariado ainda mais impactante, o próprio D. Pedro II marchou para a cidade de Uruguaiana, ocupada pelo exército paraguaio, e se apresentou como o primeiro voluntário da pátria. Com isso, o imperador se transformava em um exemplo tanto para as forças militares ali estacionadas quanto para o resto do país. Os alistados como Voluntários traziam no braço esquerdo um distintivo dourado, em forma de “V” com a inscrição "Voluntária da Pátria", colocada pela Coroa Imperial. A partir desse momento, várias Associações Patrióticas foram criadas com a finalidade de fornecer o maior contingente possível de homens e de materiais. No Largo da Sé nº 02, na cidade de São Paulo foi fundada a "Associação Promotora de Voluntários da Pátria". Foi esta a Associação quem armou e fardou a Coluna dos Voluntários, apresentando-a nos primeiros dias de Janeiro de 1865, pronta para o embarque para a Guerra. Foram mais de 60 Companhias de Voluntários, com Patriotas de todas as províncias do Brasil somando aproximadamente 40.000 homens. O conflito envolveu Brasil, Argentina e Uruguai (Tríplice Aliança) contra o governo de Francisco Solano López na República do Paraguai. A Guerra do Paraguai terminou em 1870, com a vitória da Tríplice Aliança e com a destruição do Paraguai, que perdeu grande parte de sua população. Da soma dos homens que participaram da Guerra, 40% morreram, foram feridos ou ficaram inválidos. Dos 51 batalhões de voluntários da pátria que seguiram para a guerra, restaram apenas 14.
Observações históricas
No ano de 1881, esta rua era conhecida como "Estrada para Bragança". Em 1897, ela já recebia o nome de "Voluntários da Pátria". Este nome é uma homenagem ao batalhão "Voluntários da Pátria" que prestou relevantes serviços ao Brasil na Guerra do Paraguai. Devido à invasão de Mato Grosso por forças paraguaias, foram organizadas Associações Patrióticas com a finalidade de fornecer o maior contingente possível de homens e de materiais. No Largo da Sé nº 02, foi fundada a "Associação Promotora de Voluntários da Pátria". Foi esta Associação quem armou e fardou a Coluna dos Voluntários, apresentando-a nos primeiros dias de Janeiro de 1865, pronta para o embarque para a Guerra. Compunha-se de 03 companhias. Comandava a organização o Cel. Francisco Antonio de Oliveira, depois substituto, em Maio, pelo Major reformado do Exército Francisco Joaquim Pinto Paca. Após receber a sua bandeira de Guerra, em 24 de Julho, teve ordem do Ministro da Guerra de seguir para Mato Grosso. Após várias paradas e incidentes, chegou a Corrientes, no Paraguai, no dia 25 de dezembro de 1865. Sua primeira batalha ocorreu no dia 10 de abril de 1866, na Ilha do Ataio, onde morreram 153 combatentes. Após outras batalhas, os remanescentes do 7º batalhão de Voluntários, juntaram-se aos do 45º e aos do 42º, todos paulistas, formando uma só unidade, sob a designação de 35º batalhão de Voluntários. Finda a missão, dia 30 de Março de 1870. embarcou de regresso ao Brasil, chegando na Corte do Rio de Janeiro em 17 de abril 1870. No dia 24 de abril de 1870, estava em Santos e no dia seguinte na Capital de São Paulo. Partiu para a luta com um efetivo de 800 homens. Apenas 84 voltaram.
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
LEI nº 1.799
1914-07-07
No dia 25 de junho de 1889, a Câmara Municipal de São Paulo discutiu o parecer da Comissão encarregada de dar nomes as Ruas da Capital, indicando que "A Rua da Nova Freguesia de Sant'Anna, a partir da Ponte Grande até a subida do morro seja denominada Rua Voluntários da Pátria. É possível que também esta rua tenha recebido o nome de "Rua do Aterrado de Santana". Ato n° 972, de 24 de agosto de 1916 - oficializa todos os logradouros constantes da Planta da cidade de São Paulo de 1916 (levantamento realizado na época pela Diretoria de Obras e Viação da Prefeitura). O Decreto n° 15.635, de 17 de janeiro de 1979 que institui a lista de denominações oficiais do município confirmou esta denominação com atualização da grafia.
