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Travessa Antonio Lancetti

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: identificado pelo mesmo nome e por Viela Sem Nome 14

Distrito: Cangaíba

Subprefeitura: Penha

Localização: Começa na ora denominada Travessa Antonio Odilon dos Santos, a aproximadamente 23 metros além do alinhamento da última via com a ora denominada Travessa Maria de Lourdes Guarda, e termina a aproximadamente 46 metros além do seu início; identificado na Planta de Denominação de Logradouros – PDN-R01- 07/ 6223/17 – Jardim Piratininga, da Coordenadoria de Regularização Fundiária, da Secretaria Municipal de Habitação.

História da rua

O psicanalista Antonio Lancetti, foi um dos principais personagens da luta anti-manicomial no país, especialista em ações de enfrentamento da dependência do crack e consultor do programa De Braços Abertos, da Prefeitura de São Paulo.

Nascido na Argentina e exilado político no Brasil desde 1979, Lancetti mergulhou na causa da saúde mental, liderando a intervenção que transformou Santos na primeira cidade brasileira sem manicômios. Consultor do Ministério da Saúde, trabalhava com a problemática das drogas e do crack — o grande desafio para as cidades e para a saúde pública em São Paulo e no Brasil. Sua significativa contribuição inclui também a direção da coleção SaúdeLoucura, hoje com 50 títulos, publicada pela editora Hucitec. É autor de “Clínica Peripatética” e “Contrafissura e plasticidade psíquica” entre outros títulos.

Antônio Lancetti formou-se em 1975, época de grande efervescência política em seu país. Ainda como militante estudantil, começou a ler a obra de Marx ao mesmo tempo em que descobria Sigmund Freud. Embora houvesse grande valorização da psicanálise, surgia no cenário argentino a discussão sobre as práticas de grupo.

Nesse contexto, Lancetti começou a trabalhar em instituições públicas, embora vivesse o conflito de grande parte dos analistas de esquerda de sua geração. Viveu com um pé no consultório particular e outro no serviço público. No hospital onde trabalhava na Argentina, atuava com crianças. Como era grande o número de pacientes, os profissionais começaram a reuni-los em grupos, constatando melhoras consideráveis.

Foi nesse clima que veio para o Brasil, onde sua primeira atividade foi a apresentação de um trabalho em um congresso internacional sobre psiquiatria e pediatria, em que questionava a narrativa da psicanálise. Embora continuasse atendendo em consultório particular, manteve suas atividades voltadas para o serviço público. Foi o primeiro supervisor da Coordenadoria de Saúde Mental do Estado, na administração Franco Montoro. Foi professor do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo, e do Instituto Brasileiro de Psicanálise (Ibrapsi), no Rio de Janeiro, atividades que deixou de exercer para ministrar um curso para formação de agentes de saúde mental com o objetivo de criar quadros para o trabalho na saúde pública.

Faleceu no dia 14 de dezembro de 2016.

Este nome foi retirado do Banco de Referências em Direitos Humanos "Programa Ruas de Memória", da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania - PMSP.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

DECRETO nº 58.251

2018-05-28

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