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Travessa Carlos Zéfiro

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Passagem A

Bairro: V. Prel

Distrito: Vila Andrade

Subprefeitura: Campo Limpo

Localização: Começa na Avenida das Belezas e termina na Rua Humberto Vasquez.

História da rua

Carlos Zéfiro, pseudônimo do funcionário público Alcides Aguiar Caminha, natural do Rio de Janeiro, nascido em 25 de setembro de 1921. Era casado com Serat Caminha, com quem teve 5 filhos.
Autodidata, ilustrou e publicou, de 1950 a 1970, histórias em quadrinhos de cunho erótico que ficaram conhecidas por "catecismos". Estima-se que produziu cerca de 500 desenhos PB, em tamanho 1/4 de folha ofício e de 24 a 32 páginas. Esses trabalhos eram vendidos em bancas de jornais de modo dissimulado devido ao conteúdo porno-erótico, com tiragens de até 30.000 exemplares.
Os "catecismos" eram desenhados diretamente sobre papel vegetal, eliminando assim a necessidade de fotolito e impresso em diferentes gráficas de todo o país, gerando, inclusive, imitadores.
Escondeu essa atividade até de sua família, mantendo-se no anonimato até aposentar-se porque, como funcionário público, temia a Lei 1711, de 1952, que previa demissão de funcionário público por "incontinência pública escandalosa". Sua verdadeira identidade tornou-se pública somente em 1991, um ano antes de sua morte, através de reportagem da revista Playboy.
Além de trabalhos como ilustrador, Alcides Aguiar Caminha era compositor, inscrito na Ordem dos Músicos do Brasil e parceiro de Guilherme de Brito e Nelson Cavaquinho com quem compôs quatro sambas para a Mangueira
Carlos Zéfiro faleceu em 05/07/1992, aos 70 anos de idade.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

DECRETO nº 49.015

2007-12-05

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