Sobre o logradouro
Nome anterior: Dandara dos Palmares; Viela 41.
Bairro: Pq. Fernanda
Distrito: Capão Redondo
Subprefeitura: Campo Limpo
Localização: Começa na Rua Nilton Machado de Barros, junto ao alinhamento desta última com a agora denominada Rua Jilçaria Cruz Costa, e termina a aproximadamente 256 metros além de seu início, Parque Fernanda I, Distrito Capão Redondo.
História da rua
O Quilombo dos Palmares foi um dos mais importantes quilombos do período colonial da história do Brasil. Localizado na Serra da Barriga, região que hoje pertence ao município, União dos Palmares, no estado de Alagoas, era construído por quilombolas-escravos fugitivos das fazendas dos senhores de engenho e foi nessa comunidade que cresceu uma das maiores líderes do sistema escravocrata, Dandara Zumbi. Não há registro do local de seu nascimento, tampouco de sua ascendência africana, mas os relatos nos levam a crer que a guerreira escravizada, nasceu no Brasil e se estabeleceu no Quilombo dos Palmares. Dandara foi uma das maiores lideranças femininas negras que lutaram, junto com Zumbi dos Palmares, contra o sistema escravocrata do século XVII. Casou-se com o Zumbi dos Palmares, juntos tiveram três filhos: Motumbo, Harmódio e Aristogíton. Ambos lutavam para livrar os negros da dura vida que levavam. Quando os primeiros negros se rebelaram contra a escravidão no Brasil e formaram o Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, Dandara lutava junto com Ganga-Zumba (primeiro chefe dos Palmares e Tio de Zumbi). Juntos participaram de todos os ataques e defesas da resistência palmarina. Na condição de líder, Dandara chegou a questionar os termos do tratado de paz, assinado por Ganga-Zumba e pelo governo português. Posicionando-se contrariamente ao acordo, opôs-se a Ganga-Zumba. Sempre perseguindo o ideal de liberdade, Dandara não tinha limites quando estavam em jogo a segurança de Palmares e a eliminação do inimigo. Chegando perto da cidade do Recife, depois de vencer várias batalhas, pediu a Zumbi que tomasse a cidade. Sua posição era compartilhada por outras lideranças palmarinas. Para a líder, a paz em troca de terras no Vale do Cacau era a destruição da República de Palmares e a volta à escravidão. Dandara foi morta, com outros palmarinos, em 6 de fevereiro de 1694, após a destruição da Cerca Real dos Macacos, que fazia parte do Quilombo dos Palmares. Não sabemos como era seu rosto, nem como era exatamente, podemos compará-la a duas deusas do panteão africano, uma Obá ou lansã, uma leoa defensora da liberdade. Sua imagem vive e pode ser vista em cada mulher guerreira, que se identifica com suas origens, luta por liberdade, acredita em seus sonhos e seus valores e "faz da insegurança sua força e do medo seu alimento".
Núcleo de Memória Urbana Comenta: O logradouro em questão foi denominado através do Banco de nomes – sistema criado na década de 1970 pela Prefeitura para atender à crescente demanda por oficialização de logradouros utilizando uma coleção de nomes previamente selecionados, relacionados a diversos temas, levando em conta os critérios estabelecidos pela legislação vigente.
Faz parte também do Banco de Referências em Direitos Humanos – Igualdade racial (Portaria nº 066/SMDHC/2020, Art. 2º, inciso II, alínea c).
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
DECRETO nº 58.248
2018-05-28
