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Travessa Engenheira Carmen Velasco Portinho

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Viela "3"

Distrito: Artur Alvim

Subprefeitura: Penha

Localização: Começa na Rua Tibaldo Pereira e termina na Rua Alto Araguaia.

História da rua

Carmen Velasco Portinho, Engenheira e militante feminista brasileira nascida em Corumbá, Estado do Mato Grosso, em 1903. Foi a primeira mulher formada em Urbanismo no Brasil. Ativista da organização do movimento sufragista, militando em prol da conquista da cidadania das mulheres e do reconhecimento profissional das mulheres. Mudando-se muito cedo para o Rio de Janeiro, onde passou a cursar engenharia, e ainda estudante, começou a dar aulas no Colégio Pedro II (1925), apesar de ser protagonista de um verdadeiro escândalo, ou seja, uma mulher ministrar aulas em um internato masculino. Fornou-se em (1926) e foi a terceira mulher a se formar em engenheira no país. Conquistou o título de urbanista (1939), após concluir curso de pós-graduação na extinta Universidade do Distrito Federal. Antes, criou a Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas (1937) e começou a trabalhar na Diretoria de Obras e Viação da Prefeitura do Distrito Federal, onde, por ser mulher, passou por sérias discriminações para ser promovida. Como técnica de engenharia na prefeitura do Distrito Federal, permaneceu até a aposentadoria (1959), chegando a diretora do Departamento de Habitação Popular do Distrito Federal. Pouco antes do fim da Segunda Guerra Mundial (1944) recebeu uma bolsa do Conselho Britânico para conhecer as experiências realizadas na Inglaterra sobre habitação popular junto às comissões de reconstrução e remodelação das cidades inglesas destruídas pela guerra, o que lhe abriu novos horizontes. Ao fim da guerra, viajou a Paris para encontrar-se com Le Corbusier no estúdio da Rue de Sèvres recém reaberto. De volta ao Brasil, tornou-se diretora do Departamento de Habitação Popular da Prefeitura do Distrito Federal (1947). Foi fundadora do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, participou de sua construção e foi sua diretora (1952-1967). Foi assessora especial do Centro de Tecnologia e Ciência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Pioneira, previu a construção de Brasília 20 anos antes de Juscelino Kubischek idealizá-la. Em defesa dos direitos das mulheres, propunha a não adoção do nome do marido ao se casarem. Atuou na Federação Brasileira pelo Progresso Feminino desde a sua fundação. Faleceu no Rio de Janeiro, aos 98 anos, no dia 25 de julho de 2001, vítima de falência múltipla dos órgãos.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

DECRETO nº 47.889

2006-11-13

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