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Travessa José Patrício da Silva Manso

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Rua Maria Gomes da Silva

Distrito: Capão Redondo

Subprefeitura: Campo Limpo

Localização: Começa na Avenida Carlos Lacerda e termina na confluência dos logradouros conhecidos por Rua Capitu e Rua Pedro José da Silva, agora designado Travessa Pedro José da Silva.

História da rua

José Patrício da Silva Manso (Minas Gerais  MG  1753 - São Paulo SP 1801) Pintor e dourador. A documentação sobre sua vida e a atribuição de obras a Silva Manso não são definitivas. A maior parte das informações é de segunda mão ou não detalhada. Geralmente se considera que Silva Manso nasce em Minas Gerais,  apesar de Mário de Andrade (1893-1945) o ter por santista.  Ele se encontra em São Paulo em torno de 1777. Admite-se ter sido contratado, entre essa data e 1780, para pintar o arco, o teto da capela-mor, as tribunas e quatro painéis do Santíssimo Patriarca na igreja do mosteiro de São Bento de São Paulo. Com a demolição da igreja, as obras se perdem.  Em 1780 ou 1781, recebe um pagamento não especificado da igreja da ordem terceira da penitência de São Francisco, em São Paulo.  Depois disso e até 1784, admite-se que pinta o forro da capela-mor da igreja da matriz de Itu, São Paulo, onde sua família vive. Entre 1785 e 1787, pinta o painel da sacristia e o teto da capela-mor da igreja da ordem terceira do Carmo de São Paulo.  Entre 1787 e 1788, há indicações de que esteja no mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro restaurando pinturas de frei Ricardo do Pilar e realizando oito telas sobre a vida de José no Egito. Em 1789, em Itu, é padrinho do filho do pintor frei Jesuíno de Monte Carmelo (1764 - 1819), tido por  Mário de Andrade como discípulo de Silva Manso.  Falece em 1801 e é enterrado na igreja do mosteiro de São Bento de São Paulo, com licença expressa do bispo.

A única obra existente de José Patrício da Silva Manso cuja autoria é corretamente documentada é a pintura do teto da sacristia da igreja da ordem terceira do Carmo de São Paulo. É por ela que se corrobora a atribuição não documentada - mas afirmada por diversos autores - da pintura do teto da capela-mor da igreja da matriz de Itu, São Paulo, sua obra mais conhecida e reproduzida.

Esse teto apresenta um medalhão central ligado aos cantos e lados por rocalhas e guirlandas floridas. Ao fundo, um céu ilusionista claro, com algumas nuvens e anjos. Diferentemente de pinturas de teto do Nordeste e mesmo de Minas Gerais, não há imitação de arquitetura. As principais cores são azul, vermelho e branco, como é comum nesse tipo de pintura.

No medalhão, figura-se a apresentação do Menino Jesus no Templo. A composição da cena é em diagonal ascendente e remete a traçados do barroco europeu. As roupas das figuras têm panejamento cuidadoso e os rostos, apesar de não harmoniosos, deixam claro o zelo com que se procura distinguir as emoções de cada participante. Um detalhe interessante é o chão do templo, em que se busca apresentar os quadrados do piso em perspectiva, expediente que visa mostrar habilidade no ofício.

Essas são as características gerais que se espera encontrar em outras obras atribuídas à Silva Manso: coloração clara e um desenho mais preciso nos motivos decorativos, como rocalhas e flores, do que nas figuras humanas e nas cenas, e um evidente conhecimento das técnicas do ofício e dos modelos.

Fonte: Enciclopédia Larousse Cultural, Brasil Temático.

Nome retirado do Banco de Nomes - SEHAB.

 

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

PORTARIA nº 267/SEHAB

2013-07-02

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