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Via de Pedestre Lélia Gonzalez

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Travessa Mateus

Distrito: Cangaíba

Subprefeitura: Penha

Localização: Começa na Travessa Geraldo Guedes de Souza, e termina a aproximadamente 89 metros além do seu início; identificado na Planta de Denominação de Logradouros – PDN-R01- 07/ 6223/17 – Jardim Piratininga, da Coordenadoria de Regularização Fundiária, da Secretaria Municipal de Habitação.

História da rua

Lélia Gonzalez nasceu em 01 de fevereiro de 1935, em Minas Gerais, filha do negro ferroviário Accacio Serafim d’ Almeida e de Orcinda Serafim d’ Almeida Lélia de Almeida Gonzalez. Era a penúltima de 18 irmãos. Com a mãe indígena, que era doméstica, recebeu as primeiras lições de independência. Mudou-se com a família em 1942 para o Rio de Janeiro, acompanhando o irmão Jaime, jogador de futebol do Flamengo. No Rio de Janeiro, cidade que amava, seu primeiro emprego foi de babá .

Graduou-se em história e filosofia, exercendo a função de professora da rede pública. Posteriormente, concluiu o mestrado em comunicação social. Doutorou-se em antropologia política /social, em São Paulo (SP), e dedicou-se às pesquisas sobre a temática de gênero e etnia. Professora universitária, lecionava Cultura Brasileira na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC – Rio). Seu último cargo na instituição foi de chefa do departamento de Sociologia e Política.

Viúva de Luiz Carlos González, enfrentou o preconceito por parte da família branca do marido.

Através do candomblé, da psicanálise e da cultura afro-brasileira assumiu sua condição de mulher e negra.

Lélia se destacou pela importante participação que teve no Movimento Negro Unificado (MNU), do qual foi uma das fundadoras .Em 07 de julho de 1978 em ato público oficializou a entidade em nível nacional.

Para ela,o advento do MNU “consistiu no mais importante salto qualitativo nas lutas da comunidade brasileira na década de 70.”

Ativista incansável, militou também em diversas organizações, com o Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN) e o Coletivo de Mulheres Negras N’Zinga, do qual foi uma das fundadoras. Em Salvador fez-se presente na fundação do Olodum. Sua importante atuação em defesa da mulher negra rendeu a Lélia a indicação para membro do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM). Atuou no órgão de 1985 a 1989. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e disputou vaga na Câmara Federal,em 1982, alcançando a primeira suplência. Foi candidata a deputada federal em 1982. Em 1986, estava no Partido Democrático Trabalhista (PDT), por onde se candidatou como deputada estadual, também conquistando a suplência.

Nos últimos anos, estudava o que ela chamava “negros da diáspora”, dando origem ao conceito de amefricanidade Escreveu Festas populares no Brasil,premiado na Feira de Frankfurt, Lugar de negro, em co-autoria com Carlos Hasenbalg, duas teses de pós-graduação, além de diversos artigos para revistas científicas e obras coletivas. Faleceu vítima de problemas cardíacos no Rio de Janeiro no dia 10 julho de 1994.

A homenagem a Lélia Gonzalez é uma forma de evidenciar, no espaço público, a trajetória desta militante fortemente empenhada com a promoção de um país mais igualitário, sobretudo para as mulheres negras, setor social que sofre opressão duplamente, pela questão racial e de gênero. Ademais, é uma forma de promover a inserção da mulher negra no espaço político, local em que este setor ainda é pouco visibilizado. A PMSP, pretende por esta denominação, demonstrar seu compromisso em promover políticas que contribuam para a melhoria das condições das mulheres negras,. A luta de Lélia contra a Ditadura Militar é um exemplo para as gerações futuras, evidenciando a importância da construção de um estado que zele pelos direitos humanos de todos.

Núcleo de Memória Urbana Comenta: O nome indicado foi retirado do Banco de Referência em Direitos Humanos, aprovado em conformidade com as diretrizes do Programa da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania. A indicação remete à população em situação de rua vitimada por ações contra os direitos humanos.

Observações históricas

Lélia Gonzalez nasceu em 01 de fevereiro de 1935, em Minas Gerais, filha do negro ferroviário Accacio Serafim d’ Almeida e de Orcinda Serafim d’ Almeida Lélia de Almeida González. Era a penúltima de 18 irmãos. Com a mãe indígena, que era doméstica, recebeu as primeiras lições de independência. Mudou-se com a família em 1942 para o Rio de Janeiro, acompanhando o irmão Jaime, jogador de futebol do Flamengo. No Rio de Janeiro, cidade que amava, seu primeiro emprego foi de babá .

Graduou-se em história e filosofia, exercendo a função de professora da rede pública. Posteriormente, concluiu o mestrado em comunicação social. Doutorou-se em antropologia política /social, em São Paulo (SP), e dedicou-se às pesquisas sobre a temática de gênero e etnia. Professora universitária, lecionava Cultura Brasileira na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC – Rio). Seu último cargo na instituição foi de chefa do departamento de Sociologia e Política.

Viúva de Luiz Carlos González, enfrentou o preconceito por parte da família branca do marido.

Através do candomblé, da psicanálise e da cultura afro-brasileira assumiu sua condição de mulher e negra.

Lélia se destacou pela importante participação que teve no Movimento Negro Unificado (MNU), do qual foi uma das fundadoras .Em 07 de julho de 1978 em ato público oficializou a entidade em nível nacional.

Para ela,o advento do MNU “consistiu no mais importante salto qualitativo nas lutas da comunidade brasileira na década de 70.”

Ativista incansável, militou também em diversas organizações, com o Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN) e o Coletivo de Mulheres Negras N’Zinga, do qual foi uma das fundadoras. Em Salvador fez-se presente na fundação do Olodum. Sua importante atuação em defesa da mulher negra rendeu a Lélia a indicação para membro do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM). Atuou no órgão de 1985 a 1989. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e disputou vaga na Câmara Federal,em 1982, alcançando a primeira suplência. Foi candidata a deputada federal em 1982. Em 1986, estava no Partido Democrático Trabalhista (PDT), por onde se candidatou como deputada estadual, também conquistando a suplência.

Nos últimos anos, estudava o que ela chamava “negros da diáspora”, dando origem ao conceito de amefricanidade Escreveu Festas populares no Brasil,premiado na Feira de Frankfurt, Lugar de negro, em co-autoria com Carlos Hasenbalg, duas teses de pós-graduação, além de diversos artigos para revistas científicas e obras coletivas. Faleceu vítima de problemas cardíacos no Rio de Janeiro no dia 10 julho de 1994.

A homenagem a Lélia Gonzalez é uma forma de evidenciar, no espaço público, a trajetória desta militante fortemente empenhada com a promoção de um país mais igualitário, sobretudo para as mulheres negras, setor social que sofre opressão duplamente, pela questão racial e de gênero. Ademais, é uma forma de promover a inserção da mulher negra no espaço político, local em que este setor ainda é pouco visibilizado. A PMSP, pretende por esta denominação, demonstrar seu compromisso em promover políticas que contribuam para a melhoria das condições das mulheres negras,. A luta de Lélia contra a Ditadura Militar é um exemplo para as gerações futuras, evidenciando a importância da construção de um estado que zele pelos direitos humanos de todos.

Este nome foi retirado do banco de Referências em Direitos Humanos "Programa Ruas de Memória", da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania - PMSP.

 

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

DECRETO nº 58.251

2018-05-28

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