Viaduto General Euclides de Figueiredo
Conheça a história deste logradouro de São Paulo.
Sobre o logradouro
Nome anterior: Viaduto Conhecido Como V-1
Bairro: Ibirapuera
Distrito: Moema
Subprefeitura: Vila Mariana
Localização: Sobre a passagem que liga as Avs. 23 de Maio e Rubem Berta.
História da rua
Euclydes de Oliveira Figueiredo nasceu na cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 12 de novembro de 1883. Recebeu instrução primária em escola pública e a secundária no colégio militar. Fez o curso da escola militar da Praia Vermelha, chegando ao oficialato em 1904, em dois anos, como prêmio dos seus estudos. Graduou-se nas três armas, na infantaria, na cavalaria e na artilharia, diplomou-se em engenharia civil, habilitou-se ao estado-maior na escola de artilharia e engenharia, no Realengo e fez um curso de Estado-Maior com a missão militar francesa. Como tenente fez um estágio de dois anos no exército Imperial Alemão, antes da primeira guerra mundial. Foi um dos fundadores da revista, A Defesa Nacional, sobre assuntos militares. Serviu em diversas unidades do exército no Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul, desempenhou várias comissões técnicas e de estado-maior. Participou das operações de guerra na campanha do Contestado, no estado do Paraná. Como capitão foi instrutor, por concurso, na Escola militar do Realengo e comandante do seu Esquadrão de cavalaria. Como major, foi oficial de gabinete do ministro da guerra. Como coronel comandou o regimento Dragões da Independência, onde já servia como tenente, capitão e major. Naquele posto comandou o 6º regimento, a 3ª brigada e a 2ª divisão, unidades de cavalaria do Rio Grande do Sul. Em 3 de outubro de 1930, quando comandava a 2ª divisão de cavalaria, por ter-se oposto ao movimento revolucionário, foi preso em Livramento um grupo de civis, depois de uma luta da qual saiu ferido, juntamente com o seu ajudante de ordens e com o seu ordenança. Depois de destituído daquele comando, foi posto em liberdade no dia 12 de novembro, regressou ao Rio de Janeiro, e negou-se a aderir ao governo provisório instituído. Em seguida, pediu transferência para a reserva, o que foi negado pelo ministro da guerra. Comandou o levante de 9 de julho de 1932 em São Paulo, comandou no Vale do Paraíba, a 2ª divisão de infantaria, contra a ditadura de Getúlio Vargas, nos meses de julho, agosto e setembro de 1932. Foi deportado para Portugal, nesta época já estava reformado administrativamente, no posto de coronel. De Portugal foi para a Argentina, onde integrou-se ao Comitê Revolucionário de Buenos Aires, tentando reacender a insurreição armada contra o governo tirano que dominava o Brasil. Em janeiro de 1934, regressou ao Rio de Janeiro, não aceitando a anistia concedida por aquele governo. No período de 1934 a 1945, continuou trabalhando para derrubar o governo. Quando o Brasil declarou guerra ao Eixo, na Segunda Guerra Mundial, ofereceu-se como voluntário, mas não foi aproveitado. Em 1945, com a volta ao País da legalidade foi eleito pela UDN, representando o Distrito Federal. Em 11 de abril de 1946, voltou ao exército, foi promovido ao posto de general de brigada e transferido para a reserva. Mais tarde, foi promovido a General de Divisão. Em 1954, publicou um livro. Faleceu em 20 de dezembro de 1963, na cidade de Campinas.
Era pai do General João Batista de Oliveira Figueiredo, 30º presidente do Brasil, de 1979 a 1985, tendo sido o quinto e último da Ditadura Militar Brasileira.
Observações históricas
Considerando a conveniência de chamar ilustres que tenham contribuido para o engrandecimento da Nação; o valor pessoal, o patriotismo aos relevantes serviços prestados pelo General Euclides de Figueiredo.
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
DECRETO nº 8.135
1969-04-02
