Viaduto São Carlos - Mario Previato
Conheça a história deste logradouro de São Paulo.
Sobre o logradouro
Distrito: Mooca
Subprefeitura: Mooca
Localização: Início na Avenida Presidente Wilson e término na confluência das ruas Sarapuí e Borges de Figueiredo.
História da rua
São Carlos é nome de santo católico e cidade brasileira do Estado de São Paulo.
Mario Previato foi um filho de imigrantes italianos, Antonieta Marchiori Previato e do marceneiro Antonio Previato. Nasceu em 21 de outubro de 1920 em São Paulo, no bairro da Mooca. Estudou no Grupo Escolar Oswaldo Cruz, na Rua da Mooca, e, aos 14 anos foi aprendiz de relojoeiro na maior oficina de relógios existente em São Paulo, na ocasião - Casa Oinegue - tendo como mestre de oficio o Sr. Eugénio, um dos grandes relojoeiros da cidade. De aprendiz, passou a relojoeiro em pouco tempo, e aos 17 anos, abria sua primeira oficina de conserto de relógios, na Rua da Mooca, 2000. Esse endereço ficou marcado na Mooca, pois essa pequena oficina, anos depois, transformou-se numa loja de relógios, joias e presentes. A Relojoaria Mario. Seus pais moravam nos fundos dessa loja. Anos depois, adquiriu imóveis contíguos ao de sua loja, e em 1961, concretizou seu sonho, e inaugurou uma grande loja de presentes, joias e relógios, além de eletrodomésticos, brinquedos e outros produtos. O imóvel dessa loja veio a ser vendido posteriormente, e atualmente, é ocupado pelo Banco Santander. Após um tempo, novamente instalou seu negócio na Mooca, desta vez à Avenida Paes de Barros, e em homenagem à loja da Rua da Mooca, a denominou Presentes 2000. Casou-se com Clementina Tetelli Previato, com quem teve 3 filhos: Deise Previato - nascida na Mooca à Rua Adelaide de Freitas 21;Decio Previato - nascido na Mooca à Rua Pedro de Lucena 100; e Mario Previato Júnior, nascido no Ipiranga, para onde a família se mudou em 1957. Com o falecimento de sua primeira esposa, casou-se em segundas núpcias com Dalva Bassaneto Previato, oportunidade em que voltou a residir na Mooca. Com o passar do tempo, acabou fechando sua loja, aposentou-se e mudou-se para a cidade de Santos, onde viveu até seu falecimento, em 18 de julho de 2009. O bairro da Mooca sempre foi sua paixão. Participou ativamente de todas as atividades do bairro, onde era muito conhecido e querido, trabalhando, inclusive, para eleição de candidatos a vereador e deputado que eram da Mooca, sempre visando melhoria no bairro. Foi Presidente da Associação Comercial da Mooca por diversas vezes. Em 1960 foi eleito Comerciante do Ano pela Associação Comercial de São Paulo. Foi sócio fundador da sede social do JUVENTUS. Quando jovem, se dispôs a ser Diretor de Futebol do Juventus, em época que essa função não era cargo remunerado, mas pura dedicação a um ideal, que era o sonho de fazer do Juventus um grande time. Em 1949 participou do estudo da possível fusão do Juventus com a Ponte Preta, que acabou não se concretizando. Foi dirigente do clube por décadas. Às vezes se afastava, para se dedicar um pouco mais aos negócios e família mas, inevitavelmente, era chamado de volta para mais uma vez salvar o Juventus de possível ida para a 2º divisão, como era na época. Marcante foi a campanha de 1952, quando o Juventus esteve prestes a ser rebaixado, mas venceu mais uma vez graças ao trabalho de Mario Previato. Afastou-se do cargo nesse ano, mas em 1953, diante da grave situação em que se encontrava o clube, foi chamado a voltar e o Juventus se manteve na primeira divisão. Em 1961 foi eleito o Melhor Diretor de Futebol pela coluna de Mario Moraes. Em 1963 recebeu o título de "O Grande Timoneiro do Ano" concedido pela Crônica Esportiva da época, pela sua ética e dedicação ao Juventus e à Mooca, deixando sua marca e exemplo no esporte nacional. Em 1966 capitaneou a aquisição do imóvel, de propriedade da família Crespi, onde se encontra o campo de futebol, na Rua Javari. Hoje, graças a esse empenho, o Juventus é proprietário de seu campo de futebol. Foi eleito por várias vezes o "dirigente do ano" pela crítica esportiva e, em 1966, foi eleito o melhor diretor de futebol, entre os "Melhores de 1966" - Troféu Gazeta Esportiva. Como todo moquense, era seu desejo que o bairro tivesse um clube social, para ser frequentado por todas as famílias, independente do futebol. Árdua foi à batalha para convencer a proprietária do terreno, Cia. Parque da Mooca, a vendê-lo para o clube, pois se tratava de um clube muito pequeno, e havia receio por parte da proprietária de que os compromissos não fossem cumpridos. Foram desenvolvidos os esforços para vender os títulos de sócio do Juventus para custear a construção do clube. Essa construção foi realizada em etapas, tendo sido o clube inaugurado parcialmente em abril de 1963 - comemorado com um banho de todos os diretores na piscina infantil. O conjunto aquático foi inaugurado em setembro do mesmo ano. O Juventus atingiu seu auge nos anos 70, quando contava com aproximadamente 135.000 sócios. (Mario Previato recebeu o título nº 004 de Sócio Patrimonial Benemérito do Clube Atlético Juventus. Foi diversas vezes homenageado pelo clube, pela torcida juventina, pela imprensa, e, na festa de 80 anos do Clube Juventus, foi o grande homenageado do clube. Não foi à toa que, por ocasião de sua morte, em julho de 2009, recebeu da mídia extensas homenagens como "grande moquense" e "juventino dedicado".
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
LEI nº 3.199
1928-06-22
Legislação posterior: Lei nº 17.855, de 02 de dezembro de 2022. Processo nº 6010.2021/0004339-9. (Altera a denominação acrescentando o nome Mario Previato a ela)
